Caros e caras amigas:
Pensando em marcar a data que celebra as conquistas da mulher
na sociedade contemporânea, aproveito para encaminhar texto
que produzi a partir de pesquisa na Wikipédia e outros
sites da internet.
Parabéns às companheiras que ontem e hoje estiveram
e estão junto com os homens construindo um mundo mais humano
e justo no trabalho, no lar, na sociedade. O texto é um
pouco longo, mas a história é a testemunha dessa
passagem que enobrece as mulheres trabalhadoras e inspira todos
nós para as lutas de todos os dias...
Feliz Dia Internacional da Mulher!!!
Flávio Magajewski
DIPS-SES
As Origens do Dia Internacional da Mulher
– 8 de março
Dia Internacional da Mulher é celebrado
no dia 8 de Março desde o início do Século
XX. É um dia de celebração dos feitos econômicos,
políticos e sociais alcançados pelas mulheres do
mundo inteiro. Entretanto, poucos lembram os motivos que levaram
à definição desta data para a comemoração,
e infelizmente ela não é uma data especialmente
feliz, já que corresponde a uma homenagem póstuma
a 129 trabalhadoras da Fábrica Cotton, uma indústria
têxtil localizada em Nova York que foi cenário de
uma tragédia que se iniciou com um protesto de trabalhadoras
contra as más condições de trabalho e os
baixos salários em 8 de Março de 1857. As participantes
foram trancadas no interior da fábrica pelos patrões
e pela polícia, que atearam fogo no prédio.
Entretanto, esse não foi o único
massacre de trabalhadoras ocorrido naquela época. No dia
25 de março de 1911, outra tragédia envolvendo mulheres
trabalhadoras aconteceu em Nova York. Foi o incêndio na
fábrica da Triangle Shirtwaist, onde mais 140 mulheres
perderam a vida.
Este incêndio contribuiu para a aceleração
da implantação de critérios rigorosos sobre
as condições de segurança no trabalho e para
o crescimento dos sindicatos que se organizavam como conseqüência
da revolução industrial.
A Triangle Company ocupava os três
últimos andares do edifício Asch, de dez andares,
que fazia esquina com as ruas Greene Street e Washington Place,
e empregava cerca de 600 trabalhadores, a maioria constituída
por mulheres imigrantes, que trabalhavam 14 horas por dia, em
semanas de trabalho de 60 a 72 horas, costurando vestuário
por modestos salários entre 6 e 10 dólares por semana.
A empresa já era conhecida desde
1909 por ter sido palco de uma grande greve de mulheres costureiras
coordenadas pelo seu sindicato (International Ladies' Garment
Workers' Union), que tentou negociar um acordo coletivo. A Triangle
se recusou a negociar e assinar o acordo.
As condições da fábrica
eram as típicas da época: têxteis inflamáveis
guardados em toda a fábrica, fumar era freqüente,
a iluminação era a gás e não existiam
extintores de incêndio. Durante a tarde de 25 de Março
de 1911 iniciou-se um incêndio. Os operários do décimo
e oitavo andares foram notificados e a maioria salvou-se. No entanto,
o alerta para o nono andar tardou a chegar.
O nono andar dispunha de apenas duas saídas.
Uma delas, a escadaria, já estava cheia de fumaça
e chamas quando as operárias se deram conta do incêndio.
A outra porta estava fechada, ostensivamente para evitar que as
operárias roubassem materiais ou fizessem pausas. A única
saída de emergência para o exterior caiu pelo peso
das operárias que tentavam escapar. O elevador também
apresentou defeito.
Apercebendo-se de que estavam sem saída,
e devido ao calor intenso, algumas trabalhadoras lançaram-se
das janelas do nono andar. Outras forçaram as portas do
elevador, lançando-se pelo fosso. Poucas sobreviveram a
estas quedas. As restantes morreram carbonizadas. Os bombeiros
chegaram rápido, mas não haviam escadas disponíveis
para levá-los além do sexto andar. Um único
sobrevivente foi encontrado. O total de mortos foi de 146: 92
no incêndio e 54 nas quedas.
Essas e outras situações reforçaram
a idéia da existência de um dia internacional da
mulher, proposto desde a virada do século XX, no bojo do
rápido processo de industrialização e expansão
econômica que levava a frequentes protestos sobre as condições
de trabalho.
Muitos outros protestos se seguiram nos
anos seguintes ao episódio de 8 de Março de 1857,
destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam
sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução
de horário, melhores salários, e o direito ao voto.
Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher foi comemorado no
dia 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, após mobilização
do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência
internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhagen - Dinamarca,
dirigida pela Internacional Socialista, quando o Dia Internacional
da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado
por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca,
Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No
entanto, logo depois do incêndio na fábrica da Triangle
Shirtwaist, decidiu-se recuperar a data das trabalhadoras assassinadas
em 1857 em defesa de melhores condições de trabalho.