MEIO
AMBIENTE DESREGRADO:Petrobrás responde por condição
laboral degradante em Ação Civil Pública
na Bahia
Mesmo
a empresa sabendo de que Edilene Farias se encontrava gravemente
doente e lesionada (e com doença ocupacional desenvolvida
no meio ambiente desregrado, na RELAN), Leninha foi demitida,
como resultado de intransigëncia 0patronal, como retaliação
por sua corajosa atuação sindical de denúncias
contra desmandos administrativos praticados por algumas gerëncias
da empresa.
Leninha
em repudio ao ato abusivo, ilegal e arbitrário acampou-se
por aproximadamente 50 dias em frente à RELAM onde desenvolveu
seu adoecimento ocupacional, em busca de que seus direitos ao
Plano de Saúde fosse restabelecido para que pudesse se
internar e buscar tratamento especializado necessário
em luta pela prevalëncia do seu direito ao bem maior, sua
vida colocada em risco de vir a óbito.
Os fatos
desse tensionamento em desespero para salvar a própria
vida encontra-se divulgada no blog
http://blogdafnp.blogspot.com/search?q=leninha
A razão
da perseguição política a Leninha pode
ser depeendida pela leitura da ACP nº 00214.2009.039.05.00-4)
em curso na 39ª Vara do Trabalho de Salvador, onde Leninha
e outros trabalhadores assediados integram o rol dos trabalhadores
violentados em sua dignidade, pela conduta de má gestão
pública por parte de algumas gerëncias da Petrobrás.
A audiëncia
de instrução inicialmente marcada para 15 de julho/2009,
às 11 horas, foi, a pedidio da empresa, adiada para dia
07.04.2010.
Quem nos
dá a notícia é a própria assediada,
Edilene Farias, a Leninha da AEPETRO, que enviou mensagens aos
trabalhadores, ressaltando:
" Caros
colegas e associados,
No próximo dia 7, acontecerá na Justiça
do Trabalho (Comércio), a primeira audiência da
Ação Civil Pública movida pelo Ilustre
Procurador do Trabalho, Dr. Manoel Jorge e Silva Neto, acerca
de Assédio Moral Coletivo praticado na Petrobrás,
em várias unidades da Bahia. Nessa ação
existem depoimentos de vários trabalhadores da RLAM e
é notório que os assediados passaram a essa condição
degradante após atuações ou simples críticas
sobre a política de SMS, particularmente quando da negativa
de submissão a procedimentos que envolviam risco potencial
de acidente. Hoje nossa refinaria é um "canteiro
de obras", durante meu período de acampamento que
durou 60 dias, no Portão I, pude constatar muitas irregularidades,
fui vítima de uma obra irregular do Consórcio
Mataripe, bem como recebi inúmeras denúncias de
irregularidades que afrontam todos os preceitos da política
de preservação da dignidade humana e prevalência
da vida, garantias fundamentais da Carta Magna do nosso Estado
de Direito.
Disponibilizo esse email (acesso exclusivamente meu), para colegas
que tenham denúncias a fazer, sejam elas sobre qualquer
forma de coação, exigência descabida, agressão
verbal, humilhações, "operação
geladeira" (deixar sem atividade), desqualificação
pessoal, muitos anos sem avanço de nível, questões
de cunho racial, e ou toda a sorte de infortúnios com
caráter descriminatório, cerceamento de liberdade
de expressão, sub aproveitamento de capacidade técnica,
bem como todos eventos que agreguem sentimento de menospreso
a sua pessoa.
Eu, Edilene Farias de Oliveira (Leninha), serei a testemunha
dos casos ocorridos na RLAM, os outros dois estarão testemunhando
sobre outras UN's daqui do estado. Esclareço novamente
que me submeti a todos os traumas e prejuizos decorrentes da
minha demissão ilegal praticada em 09.11.09 sem recorrer
á Justiça do Trabalho, objetivando estar isenta
e poder testemunhar pelos associados e demais colegas. É
condição para testemunhar, não ter ação
individual em curso na Justiça do Trabalho. Com essa
atitude acumulo agravos bastante sérios na minha saúde
e os desavisados foram incitados a julgarem que eu fazia corpo
mole ou tinha "culpa no cartório" e por esse
motivo estava temerosa de ingressar. Até mesmo a ajuda
financeira foi prejudicada por esses boatos desumanos. Soube
que circulou informação que eu estaria me valendo
da condição para angariar dinheiro extra. Nem
ovo da Páscoa comprei para minhas filhas. Mas absorvo
tudo isso de maneira natural, pois sou plenamente consciente
dos artifícios que englobam os entraves pertinentes aos
interesses contrariados nas relações de trabalho.
Dia 8 logo cedo estarei batendo na porta da Justiça,
nessa oportunidade sim, em causa própria!
Estou em casa em repouso absoluto, mas inteiramente à
disposição de todos que tenham denúncias
e queixas a oferecer, bastando para isso me escrever com os
fatos, se possível detalhadamente e com data, seguida
de uma observação ao final do texto, na qual me
autorize a usar excluivamente em juizo a informação
com a finalidade de defende-lo ou ilustrar arbitrairiedades
que vivenciou e ou presenciou. Finalizar com número de
RG e órgão expedidor.
Ofereço meu absoluto segredo e garantia de não
dar publicidade, salvo à Justiça do Trabalho e
Procuradoria.
É uma ação coletiva, que agrega proteção
aos denunciantes, portanto o melhor momento de "soltar
o verbo". Não há vantagens finaceiras pessoais
para nenhum dos envolvidos, mas uma peça dessa natureza
é fundamental para os vítimas que pensam em ingressar
com queixas individuais posteriormente, pois estamos sendo defendidos
pelo MPT, órgão público respeitado em todas
esferas do poder judiciário.
Me despeço, informando que dia 6 pela manhã é
o prazo limite para recebimento de emails, pois preciso de tempo
para sistematizar as informações.
Confio em Deus que seremos vencedores, o ilustre Procurador
tem competência reconhecida e todos nós que temos
Fé na justiça Divina, não fraquejaremos
justamente nesse episódio".
Atenciosamente,
Edilene Farias - Leninha
Diretora de SMS e Previdência da AEPETRO